Quarta-feira, 9 de Maio de 2012

O sonho da borboleta


Foi a meio de Agosto que nasceu uma pequena lagarta que tinha o sonho de se tornar dançarina.
Era mais pequena que os demais e parecia claramente mais frágil. Os que a rodeavam faziam questão de a lembrar todos os dias das suas incapacidades, mas assim a lagarta ia aprendendo a ser mais forte, e apesar de ter sempre o coração na boca, preferiu ficar calada.
Tornou-se sonhadora! Queria poder dançar. Mas as lagartas não dançam, apesar de terem muitas patas. E a esta faltava algo, algo que a libertar-se daquele ser que representava e a torna-se como a borboleta, que dança com as suas asas livre pelos céus... Mas ainda não era capaz…
A lagarta aprendeu depressa que ser feliz dava trabalho e que para atingir os seus objectivos teria de se esforçar muito e a toda a hora. Ela chorava e mantinha o seu espírito livre fechado no seu pequeno corpo, contava com amigos, mas guardava muito mais para ela. Dizer “eu conheço aquela lagarta”, é uma expressão vã, a única que sabe o que a lagarta é de verdade e o que quer, é ela própria, e será sempre assim até que a lagarta aprenda que também precisa dos outros, que não está sozinha e que obstáculos atravessam-se melhor quando estamos acompanhados.
Ainda assim a lagarta cresceu e aprendeu que o amor magoa, que a amizade precisa de ser cuidada, e que os sonhos podem não se concretizar, e foi aí que a lagarta atingiu o seu momento, um pequeno belo momento, em que ela mudou o seu caminho, cresceu por dentro, esqueceu aqueles que a rebaixavam, conseguiu ser feliz sem aquele amor que ela pensava ser indispensável e desabrochou, deixou o casulo para trás e tornou-se na bela borboleta que é hoje. E dançou, naquele momento ela dançou, com as suas novas asas, ela dançou… Tornou-se melhor, tornou-se bonita, tornou-se borboleta…
Para trás fica a memória de uma lagarta que sabia o que queria, que desejava ser livre e que não o conseguia alcançar, para dar lugar a uma borboleta livre e preparada para receber novos saberes.
Mas ela sabia que os sonhos não se concretizam sempre. Pois esta borboleta nunca dançará exactamente como desejaria, simplesmente não pode, mas ela não vai desistir, construirá novos sonhos que tentará concretizar.

Por tudo aquilo que deixamos por dizer, por todas as desculpas que não pedimos, por todos os momentos que deixamos para trás e que só memoria temos deles, desejo que sejas feliz e que te mantenhas borboleta sempre.
Para: Bruna Ferreira

Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

Amor ou Ilusão?

Amor ou paixão? Muitas vezes temos tendência a confundir os termos e a afirma-los de maneira errada. É típico dos humanos precipitar-se e fazer alvoroço quando se inclina para as relações amorosas, sem às vezes pensar que o atirar de cabeça ou começar numa luta para alcançar a outra pessoa pode ser muitas vezes em vão. Mas a realidade do sentir algo inexplicável já esclarece o erro crasso dos apaixonados: quando se sente, poucas vezes se pensa.

Amor: "sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atracção; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa."

Paixão: "sentimento excessivo; amor ardente; afecto violento; entusiasmo; cólera; grande mágoa; vício dominador; alucinação; sofrimento intenso e prolongado."

Os significados e conceitos que lemos ajudam-nos normalmente a perceber do que tratam os assuntos, mas até que ponto os significados destas palavras nos ajudam a perceber o que se sente? Nunca ninguém conseguiu explicar tal assunto. Filósofos, psicólogos, poetas, todos podem ter referido os sentimentos nos seus textos e teses mas estavam longe de explica-los. O que nos leva a pensar na ciência, e com certeza não é ela que vai encontrar uma razão lógica para explicar o porquê de as pessoas se apaixonarem por quem se apaixonam. Nenhum teste genético iria encontrar a solução. Facto! É que cada sentimento é inato, não advém do pensamento mas sim da capacidade de sentir, e não apenas o sentir do toque, mas daquele que tal como milhares de outras coisas não cabe à raça humana perceber, entender ou manipular.
Tentamos explicar muitas vezes às crianças que os sentimentos como o amor estão ligados ao coração, mas este órgão em nós só bombeia o sangue fazendo chegar ar aos pulmões. Se bem que às vezes, por instantes ou até minutos, acelera quando aquela pessoa nos toca, nos fala, nos oferece um sorriso... Mas não é de facto o coração culpado por isso, pois todo o nosso corpo está ligado a um sistema nervoso comandado pelo cérebro, órgão este que sim, lê acontecimentos.
Em suma, os sentimentos amorosos são daquelas coisas que mais nos faz criar confusões, quer em pensamento, quer em actos, porque na maior parte das vezes não compreendemos o que sentimos e o que sentimos pode não passar de uma fantasia criada pela nossa mente para nos fazer feliz, como uma ilusão.

Ilusão: "é uma confusão dos sentidos que provoca uma distorção da percepção; acto de ver o que não existe."

A ilusão é realmente dos piores inimigos que um ser apaixonado pode ter. Esta vem muitas vezes com a solidão, outras com a ansiedade, outras com o idealizar do par perfeito e às vezes vem por nós próprios nos deixar-mos entrar no jogo dela a pensar-mos que o jogo é nosso. Cega-nos! Não vemos o que realmente é bom para nós e no fim só nos atraiu para uma grande mentira. E como se sai desta situação?
Quando já estamos tão envolvidos convencemo-nos que o abdicar parece pior destino. Aquela condição de impasse parece melhor do que voltar a estar sozinho. Durou tanto tempo, porque é que se haveria de desistir, ainda pode valer a pena. Mas nunca vale a pena!
Não é sempre assim, claro. Às vezes desistir não é a melhor opção, temos de saber ler os sinais. E se os sinais forem apenas desculpas esfarrapadas, ausências, jogo duplo e falta de iniciativa, é porque essa pessoa não é a tal, é apenas alguém que se sente bem por ter outra pessoa preocupada consigo, que lhe faz aumentar o seu ego e avançar mais um dia a pensar que temos alguém na mão. E para quem sofre não passa apenas de um sonho, algo que idealizamos que iria ser perfeito. Nunca é amor antes de se quer ter começado, é uma paixão à espera de ser despertada ou destruída. E o não ter ninguém não significa estar sozinho, talvez carente, mas não completamente só.

Amor ou Ilusão? Questão difícil, mas que deve ser enfrentada, porque desistir não é ser cobarde, é ser inteligente, é ter amor-próprio, é ser guerreiro e travar uma batalha consigo mesmo a qual se vence sempre. Desistir de algo que não é real é recomeçar a construir os verdadeiros alicerces para o verdadeiro sentimento. É ser forte e melhor que a pessoa que nos manteve no anzol durante tanto tempo, sem poder respirar e preso a algo falso. Uma coisa é certa, o amor vem sempre, e muita gente passa pelo anzol e sobrevive, a questão é? Somos nós capazes de fazer o mesmo? Somos nós capazes de ver? A resposta está mesmo à nossa frente, basta abrir os olhos e sentir com todos os outros sentidos impedindo que a ilusão distorça a nossa percepção.

“A mentira do sentimento chama-se ilusão. A verdade sobre o amor é que se constrói com duas pessoas, não com a vontade de uma só.”

Sábado, 6 de Novembro de 2010

Saudade

Muito mais do que sentir, aquilo de que irei falar não é fácil de gerir. Doí, magoa, remoí, entristecesse a alma. É a ferida que por vezes não pode ser apagada, mas que pode tornar um ser ou um sentimento imortal. Saudade! 

Saudade é algo que só se consegue sentir se em nós houver a capacidade de amar mais do que a nós próprios, sentir afecto, exprimir a dor da falta. Eu... Eu sinto falta do meu avô, sinto falta de ser criança e acreditar no pai Natal, sinto falta da ingenuidade, sinto falta dos amigos que tiveram de ir embora e muitas vezes sinto falta de ser eu.

Quantas vezes me sinto empurrada para situações as quais desejo imensamente não ter de as suportar e começo a lembrar-me do passado e dos momentos mais felizes que gostava que durassem para sempre. A música que ouço, o filme que me toca, os momentos de interiorização, o beijo que lembra o cinema... A saudade pode ser lembrada de tantas formas.

Não sou nenhuma "expert" neste tema mas sei com toda a certeza que a saudade não faz mal a ninguém e que "recordar é viver" mas mais do que isso, deve-nos ensinar que tudo pode ser eterno, que aquele sorriso, aquele abraço, a prenda debaixo da árvore, o primeiro beijo ficarão sempre guardados naquela gaveta especial do nosso coração e que quando é aberta nos faz sorrir ou chorar e faz de nós mais fortes, mais sensatos, mais humanos.

"A gaveta especial do nosso coração torna os momentos eternos."

Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

A Favor ou não da Pena de Morte

Choca-me que tanta gente queira matar outros que cometeram um crime dito grave, e nem se apercebem que se estão a tornar tão criminosos como eles. É claro que roubou, violou e matou, mas já pensaram que essa pessoa é doente, não teve o carinho suficiente dos pais, não teve ninguém qualquer tipo de carinho, já nasceu psicopata, não teve a sorte de ser como as pessoas "boas"  que cumprem a lei. Às vezes não há explicação para acontecimentos terríveis, nós pessoas saudáveis somos felizes, eles talvez nunca o tenham sido.
Há uma serie de factores que leva alguém a fazer mal a outros, eu mesma não sei o que estarei a fazer daqui a 20 anos. Posso ser uma assassina em série, e agora estou aqui com 17 anos a estudar e a ser boa menina e chocada com pessoas que se acham DEUS ou ALÁ ou BUDA ou outro ser superior, e acham que vamos matar pessoas más e fazer o bem e vingar os nossos entes queridos. Justiça é boa mas não é sinónimo de vingança.
O bem e o mal andam sempre juntos, ninguém sabe o dia de amanha, a mente humana pode ser uma mente tão distorcida que até um filho vosso pode nascer "mau" ou tornar-se mau, e também vão querer matá-lo. E depois? O que vão querer fazer?
Mas noutra questão, acham que realmente a morte aos maus da fita faz alguma diferença para eles? Isso a mim parecem-me ideias de quem teme a morte e alguns deles também a devem temer e com certeza ficarão aterrorizados se a pena lhes fosse atribuída. Só quem teme essa pena pensará que é algo tão mau que só isso poderá ser o que um criminoso merece. Mas não é, é a salvação, a libertação. Se realmente for possível justiça, é a que já existe, se os criminosos morrerem acabou, agora se ficarem cá alguns anos, eles próprios morrem por si, uns ficam com remorsos, muitos não dormem, não comem, não saiem de um quarto sem janelas, são maltratados por eles próprios sentindo dor ou simplesmente são doentes ou puramente ignorantes daquilo que realmente é viver. Não são ninguém e estão no mundo de ninguém.
Julguem o que quiserem, afinal de contas é só uma opinião, podem dizer que não sou mãe, não sou irmã, mas sou filha e se morresse não queria que os meus pais se tornassem também assassinos caso não fosse aplicada a pena letal.
Obrigado e continuem a viver.

"Matar é crime. Mandar matar, crime será."

Sábado, 28 de Novembro de 2009

Texto para Português ou O nosso país


O texto que se segue foi realizado para a avaliação da disciplina de Português e optei por o colocar aqui porque fala de algo que acho importante, o seguir sempre os nossos sonhos, mesmo que sejam dificeis de concretizar.

Um dos mitos que podemos encontrar na “Mensagem”, de Fernando Pessoa, é o mito do “Mostrengo”, nome de um dos seus poemas. Este mito remete para os medos dos portugueses personificados num monstro dono do mar que os impedia de concretizar a sua missão lançada por El-rei D. João II.
Este “Mostrengo”, um monstro com todos os piores defeitos, que até o próprio nome é depreciativo, pois significa pessoa considerada muito feia, mostram como os medos das pessoas podem ser tão aterrorizantes que as impedem de investir nas suas ambições, só porque olham para um problema e transformam-no no pior dos terrores.
Escolhi este mito como um dos com maior significado para mim, pois pretende criticar a preguiça e a passividade de viver a vida sem ambições e sonhos só porque por vezes são demasiado complicados de se realizar. Acho que esta é a ideia principal que devemos tirar da “Mensagem” e que Fernando Pessoa pretende passar, que devemos sempre ter sonhos e ambições e procurar concretiza-los pois por vezes o que pode parecer um entrave difícil, quando resolvido dá sentido à nossa busca, tal como o “homem-do-leme” que enfrentou o “Mostrengo” e chegou ao seu destino tão desejado e consequentemente à recompensa.

Portugal vive assim, parado, sem querer ir mais longe. Por isso hoje se tenta incumbir o empreendedorismo aos jovens mas sinceramente o incentivo ao estudo está deveras fraco, quem estuda muito está no desemprego, quem nada estudou e se está pouco lixando com o rendimento mínimo e vamos vivendo assim. Deixem-se disso, "o país está mal!", há quem viva pior. O que falta a todos e a cada um é o optimismo, eu própria ainda não sou adulta mas não deixo de sonhar com uma vida melhor para mim e de querer lutar por ela. Ouçam Fernando Pessoa, ele podia ser esquizofrénico mas não era parvo! Pensem positivo e não se queixem tanto (principalmente nos transportes públicos).

"Agir ou não agir, eis a questão!"

Domingo, 24 de Maio de 2009

Crescer

Toda a minha vida fui responsável; toda a minha vida fui boa aluna; toda a minha vida tentei sempre fazer o que achava mais correcto. De que me serve?
Tenho orgulho de mim, sempre o tive, e tentei sempre lutar e ser ambiciosa por mim, pelo meu futuro. Não sou egoísta nem egocentrista, apenas dou o meu melhor porque assim me compete, é o meu trabalho.
Já não me lembro quando foi a última vez que dei um beijo aos meus pais com a chegada do trabalho; já não me lembro da última vez que pedi para sair de casa; já não me lembro da última vez que tive uma conversa importante com aqueles que me educam; já não me lembro da última vez que me ajudaram nos trabalhos de casa, mas isto será porque nunca o fizeram.
Desde pequena que vivo como adulta; desde pequena que peço para ficar em casa sozinha; desde de pequena que me habituei a estar sozinha das 8 às 8, nunca me perguntei se isso me iria afectar no futuro, nunca achei nada de mal, tinha o meus amigos imaginários, os meus bonecos falantes. Era feliz e ninguém tem a culpa do trabalho e da escola ocuparem a maior parte do tempo das nossas vidas.
Nunca fui muito de falar, de me abrir sobre mim, esse trabalho cabe aos amigos, por isso aprendi com eles, educaram-me assim.
Sinto-me sufocada no meu próprio quarto! Pressionada contra 4 paredes. Porque quando se cresce já não se pode estar na rua até tarde, nem que seja perto de casa. Pareço ter as idades trocadas. Porque devia chegar a casa e dizer boa tarde e falar do que se passou durante o dia ou do que quer que fosse. Porque querem que seja aquilo que eu nunca fui dentro de casa. Porque eu podia tentar ser assim mas sinto-me tão pequena que não o consigo fazer. Nunca fui programada para o ser.
Não pedir para sair; chegar e não dizer nada; não querer falar, não tem nada a ver em não aceitar o que me dizem, mas sim com o medo que sinto em entrar em discussões, em confrontos de opiniões e idades. Não gosto de discutir.
Não quero mudar de família, nunca quis, nem nunca vou querer, mas está na altura de perceberem que a menina já não é uma menina. Que sou feliz e não faço nada de mal, só quero que me deixem viver, o que não quer dizer que não vou estar sempre aqui.


 
"Toda a minha vida fui responsável; toda a minha vida fui boa aluna; toda a minha vida tentei sempre fazer o que achava mais correcto. De que me serve?"

Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Uma história, a minha história!

Tudo começou em tons de brincadeira e por causa de uma ida ao cabeleireiro. Mas que linda que estás hoje, queres namorar comigo? Quero! Um tanto admirado mas com um sorriso no rosto, não teve tempo para mais, pois ela teve de ir e ele com um beijo na bochecha ficou.
Com namorada para aqui, e namorado para ali, ainda que na brincadeira, todos começaram a acreditar que o eram mesmo: tem um olhar diferente; ficam bem juntos; eles namoram? Não podiam negar que algo se passava, ainda para mais já se sentiam tão próximos há meses.
Sentimentos a saltitar e com um pressentimento no peito sobre aquele dia, o beijo aconteceu. Só dois amigos e um paparazzi é que assistiram a algo um pouco forçado pelos amigos, mas dado com vontade.
No dia seguinte, a conversa rondava o beijo. E dá-lhe outro, anda lá, agora a sério dá-lhe um beijo. E o rapaz prometeu dar-lhe quando se fosse embora. Os dois queriam, tinham vontade mas ainda pouco à vontade para o fazer. Mas como prometido no final, ele deu. Havia vontade de mais, até mesmo por parte dos amigos, e ele não se conteve, ainda que simbólicos, era o suficiente para matar a vontade e para deixar o sabor para desejar mais.
Tudo parecia correr depressa. Ambos sabiam o que estava a acontecer, mas não sabiam bem o que outro sabia e queria. Era tudo muito incógnito. Os amigos conversavam daqui e dali: Vai devagar. Tu sabes que vai ser difícil e pode nem acontecer nada. Fazem um par tão giro. Porque é que não tentas? Ela mudava-te. É a única capaz disso. Tu gostas dela, não podes negar.
E por muito que dissessem só eles é que podiam fazer algo para avançar. E lá se iam entendendo pelas comunicações à distancia, percebendo a vontade de estar um com o outro.
Por fim chegou a grande conversa. Ele dizia que não queria estragar a amizade que já tinham. Que tinha medo do seu passado de D. Juan. E ela rematou que a amizade não a podiam perder mas se queria esquecer o passado e agarrar a oportunidade não tem de pensar em mais nada. Ela estava decidida e ele confuso. Um tempo para pensar foi o que ele lhe pediu, ao qual ela não negou.
No dia seguinte, uma outra conversa, imensos argumentos da parte dela que o faziam cada vez mais pensar sobre o assunto, ver que ela estava certa em relação à grande mudança que teria de fazer mas que tinha muito mais a ganhar. Ela acreditava nele, confiava nele. Foram as palavras que o convenceram e o sentimento que já existia. E como ele próprio diz, um beijo puxa sentimento. Nesse fim de tarde ainda houve uma troca de beijos, mas um único bastou para saber que nada daquilo era sonho. Nessa noite, uma mensagem misteriosa levou-a a sonhar com o dia seguinte, ainda que com receio daquilo que significava.
O dia seguinte chegou, com um medo tremendo de ser o fim, ela foi ter mais uma conversa, a decisiva, a que lhe daria acesso à verdade daquela mensagem que não lhe saia da cabeça. Ele disse sim, finalmente disse sim, mas pediu-lhe apenas mais uns dias, para resolver todos os assuntos pendentes, tinha de fazer perceber ao mundo que ele ia mudar e não havia nada que pudessem fazer para não acontecer. Mais um beijo, um beijo descomprometido mas que iniciava um compromisso.
Os dias seguintes foram um brincar às escondidas. Como não existia pedido oficial e não estavam afirmados, sempre que se viam, cumprimentavam-se com dois beijos na cara ainda que quem estivesse atento via sempre uma fugidinha aos lábios.
Até que 3 dias depois, quinta-feira, 15 de Janeiro, o rapaz, como quem não quer a coisa, pediu-lhe de joelhos que fosse sua namorada. Ela aceitou com um simples: sim.
Foi preciso meses para ela ir com a cara dele; um ano para dizer que eram amigos; depois de uma brincadeira, um mês para darem um beijo; mais 28 dias para começarem a namorar e mais 3 meses e 8 dias para dizer amo-te.
Pode não ser a história de amor mais bonita do mundo, mas é esta a que tenho!

"Porque o amor ninguém sabe definir, mas toda a gente o pode sentir."